Depravação Total: O homem está espiritualmente morto até que Deus o regenere.

A Depravação Total é um dos artigos da fé cristã defendida por vertentes tanto calvinistas como arminianas. Tanto os escritores João Calvino como Jacó Armínio entendem que o homem é totalmente mau e que necessita da misericórdia de Deus para ser salvo.

Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.
Romanos 5:12.

Que através de Adão o pecado entrou no mundo e contaminou todos os posteriores não deixando um único justo.

Essa é a doutrina do pecado original de Agostinho de Hipona. Sabendo que foi através do pecado que toda a humanidade foi contaminada, era necessário uma obra para que a humanidade pudesse se salvar. Essa obra foi a obra Redentora de Cristo.

Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.
Romanos 5:19

No versículo 19 vemos claramente que pela obediência de Cristo para cumprir a sua missão na terra que muitos serão feitos justos.

Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma.
João 15:5

O próprio Cristo ensinou que necessitávamos dele para fazer qualquer coisa. Essas palavras são bem profundas. Ele disse que sem Ele não poderíamos dar fruto algum e que necessitávamos dEle para fazermos algo.

Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.
1 Coríntios 15:22

Paulo na primeira carta aos coríntios fala que seremos vivificados em Cristo. Esse versículo é bem direto pois mostra que o homem recebeu a morte ( o pecado ) por Adão e por Cristo recebeu a salvação.

Outro ponto interessante é que essa doutrina refuta vários ensinamentos falsos e heresias que pregam que o homem não está totalmente morto. Que o homem pode fazer algo bom mesmo não estando em Cristo e etc.

Heresias como pelagianismo que prega que o homem não é refém do pecado original, ele somente segue-o por ter sido o único exemplo conhecido ( até Cristo vir até nós ), ganharam muitos seguidores e até hoje ainda tem servos que acreditam em seus ensinamentos.

Em seu estado pecaminoso e caído, o homem não é capaz de e por si mesmo, quer seja pensar, querer ou fazer o que é, de fato, bom; mas é necessário que seja regenerado e renovado em seu intelecto, afeições ou vontade e em todas as suas atribuições, por Deus em Cristo através do Espírito Santo, para que seja capaz de corretamente compreender, estimar, considerar, desejar e realizar o que quer que seja verdadeiramente bom.

Jacó Armínio

O homem está totalmente morto e somente o Senhor e ninguém mais pode salvá-lo deste estado.

É necessário que a Igreja se volte às escrituras e atente aos mandamentos, dogmas e crenças para prevenir-se de cair em apostasia e heresias.

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Nada que provar a ninguém!

                 

                                                    Por Hermes C. Fernandes

 
Desde pequenos, somos acostumados a buscar cativar a atenção dos nossos pais através de nossas estripulias. Queremos atenção! Não aceitamos outro lugar que não seja o “centro do Universo”. Todos os olhares têm que se estar voltados para nós. Porém, descobrimos que não somos os únicos a disputar esse lugar de primazia. Surge, então, o espírito competitivo.
 
A criança grita, esperneia, vira cambalhota, põe fogo no colchão, tudo para roubar a atenção que os pais estão dando a seu irmão menor. Este espírito competitivo vai nos seguir a vida inteira. Seja no ambiente profissional, familiar, acadêmico, e, por incrível que pareça, até no ambiente da igreja.
Uns acreditam que a maneira mais eficiente de chamar a atenção é despertando pena nos demais. Esses estão sempre se queixando da vida. Alimentam sua carência com os olhares complacentes dos outros. Sua sina é ser vítima.
 
Outros acreditam que seja mais eficiente chamar a atenção se envolvendo em peripécias. Esses alimentam sua carência através dos conselhos inúteis e das críticas incessantes ao seu estilo de vida. O que lhes satisfaz é ser vilão.
Há os que tentam chamar a atenção para si através de suas boas obras. E o ambiente eclesiástico é muito propício a isso. Jesus denunciou os fariseus que pagavam alguém para tocar a trombeta enquanto davam esmolas. Queriam que todos notassem o quanto eram bons. Esses são os que almejam o papel de herói. Não pelo heroísmo em si, mas pelo glamour que só os protagonistas experimentam.
Nos círculos mais místicos, como os pentecostais, muitos buscam chamar a atenção para si através de uma hiper-espiritualidade. Nesses ambientes, geralmente se mede a espiritualidade das pessoas pelo volume da voz enquanto falam em línguas ou glorificam a Deus.
A graça rompe com tudo isso!
 
O que alimenta a competitividade é o fato de acharmos que só seremos aceitos se fizermos por onde, se nos adequarmos às expectativas das pessoas do grupo. Mas quando descobrimos que Deus nos aceita a despeito de nosso merecimento, tal ciclo é rompido.
Já não temos que provar nada pra ninguém.
Somos livres para sermos aquilo para o qual fomos criados, sem nos preocupar em dar explicações.
Nosso objetivo já não é impressionar quem quer que seja, mas simplesmente servir e amar despretensiosamente.
E quanto mais nos livramos do jugo das expectativas humanas, mas deixamos livres as pessoas ao nosso redor.
Encerram-se as disputas e as comparações. Ninguém mais faz questão de ter a razão em tudo. Somos livres para amar e acolher, e sermos amados e acolhidos.
Só a graça promove um ambiente saudável onde os indivíduos possam crescer espiritual e emocionalmente.
 
Por não termos mais o que provar a ninguém, preferimos a discrição. Em vez de pagar um trombeteiro para chamar a atenção para nossas boas obras, preferimos praticar o que Jesus recomendou: Dar com a mão direita, sem que a esquerda saiba.